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Luiz Nascimento

• 13 DE JULHO • UM DIA DE MEMÓRIAS •

13 de Julho : um dia de memória

  • há 17 horas
  • 2 min de leitura

Pai...

Nada, nem o tempo passando,

diminui a lembrança da partida.

 

Sei que em algum lugar do paraíso,

Reluz a beleza singela do seu sorriso,

Alegrando as cores da paisagem celestial.

 

Sim, Eu quero crer que é exatamente assim!

Repousa sua alma sob a luz de estrelas reluzentes.

Tal como aqui do plano terreno, segue a lumiar meu caminho.

No lado mais silencioso de minha mente, ainda ecoa sua voz,

feito um leve canto harmonioso, preenchendo meus sentidos.

 

Doce chama, com raios de sol da manhã, mostrando os caminhos

que, se terá vivido muito ou pouco, ao certo não sei, pelo quanto hoje

convivo com sua falta, tudo valeu e muito vale para o rumo do meu viver.

 

Um certo dia, como o de hoje, quando você finalmente voou...

Foi ao sétimo céu para sempre morar, conduzindo por um trio de anjos,

Restando-me a certeza de que meu amor por ti não se mede em palavras,

E que toda a sabedoria de uma vida simples, ninguém pode jamais retirar.

 

Há um ano exato, aquela estrada de luz, que sua alma teve de seguir,

fez saber que, algum tempo, breve ou não, minh’alma também irá,

seja através de um velho anoitecer, seja por um novo amanhecer.

 

 

No entanto, se o tempo não diz quando, é meu coração que fala tanto.

Fala o quanto eu queria poder te abraçar, sentir outra vez teu cheiro.

Vez ou outra em sonho, sem nada dizer, te vejo em flashes.

 

Tem dias que a dor da ausência chega antes de abrir meus olhos.

Sei que, no escuro ou no claro, sua face viva aqui não verei jamais.

O que faço? Vejo seu retrato na parede, imagens e o que puder mais.

 

Em verdade, pois, te encontro sim:

Num cheiro de café coando,

Numa música caipira assobiando,

Numa comidinha boa saboreando,

Tudo que é sim, mas que tem seu jeito.

 

Existe, ainda assim, imaginação de um entardecer lhe ver chegar na porta.

Porém, é um vazio que vem e toma conta, do choro calado, então entendo:

É impossível! Tudo é fruto de lembrança de ti que espaço-tempo ficou

Aqui, ali, acolá, em todo lugar...

 

E isso ninguém nem o vento leva.

Onde quer que esteja, parece não estar longe, que está vivo em mim.

Preenchido pelo meu amor, o meu amor eterno, em termos,

Assim dizer, porquanto, que eternamente jovens seremos.


Com imenso amor,

Seu filho José Neto

 
 
 

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